<em>CTT</em> e <em>CGD</em> param amanhã
Os trabalhadores da Caixa Geral de Depósitos lutam contra a perda de poder de compra. Nos Correios, estão em causa propostas inaceitáveis de revisão de carreiras e a intenção de fazer caducar o Acordo de Empresa, para liquidar os direitos nele consagrados.
As administrações têm o aval do Governo para os ataques aos trabalhadores
De tarde, o SNTCT/CGTP-IN promove também uma manifestação nacional de trabalhadores dos CTT, em Lisboa. A concentração está marcada para as 14.30 horas, nos Restauradores (frente à estação dos Correios), prosseguindo a acção na Rua de São José, junto ao edifício da administração.
No final da semana passada, a empresa apresentou nas negociações uma proposta salarial com aumentos que não ultrapassam 1,75 por cento. De seguida, deu por esgotada a sua capacidade negocial e informou que os valores iriam ser aplicados por acto de gestão. O sindicato apontou esta «provocação aos trabalhadores» como «mais uma razão para lutar», sublinhando que, mesmo assim, a administração «quer manter as negociações para destruir o Acordo de Empresa e eliminar as carreiras».
Sem regras
Na proposta apresentada aos representantes dos trabalhadores e que o sindicato considerou logo «inaceitável», aponta-se para a eliminação de mais de 130 cláusulas, sobre matérias como a acção sindical, os direitos e deveres e o regulamento disciplinar, os grupos profissionais, níveis e funções, as transferências, as promoções, as férias e faltas. No que toca às carreiras, denunciou o SNTCT, a administração pretende diminuir os vencimentos nos níveis de entrada, permitir promoções apenas nos primeiros 5 anos de trabalho, aumentar a polivalência. Nos horários, um período de trabalho poderia ir até 6 horas consecutivas, um dia de trabalho poderia ir até 12 horas (com dois intervalos que não contariam como tempo de trabalho), o subsídio de trabalho nocturno só seria pago entre as 22 horas e as 5 da manhã, o sábado poderia passar a ser um dia normal de trabalho, passando a segunda folga (além do domingo) para um dia qualquer da semana.
Na segunda-feira, o sindicato respondeu a um comunicado que o conselho de administração mandou distribuir, procurando demonstrar os «bons» motivos por que quer destruir o AE. Desmontando os argumentos do CA, o SNTCT reafirma a gravidade das alterações pretendidas, volta a acusar a administração de não ser competente nem responsável, e alerta mais uma vez para as perigosas intenções que ameaçam o futuro do IOS (subsistema de cuidados de saúde e apoio social).
Sem argumentos
Depois do Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo CGD (STEC) ter convocado a greve de amanhã, a resposta da administração foi o rompimento das negociações, com a aplicação de 2,5 por cento sem acordo. Para o sindicato, esta foi uma decisão tomada para tentar desmobilizar os trabalhadores, já que os administradores têm «falta de argumentos válidos» e vêm com preocupação «a crescente indignação dos trabalhadores e as inúmeras manifestações de apoio à greve».
Em comunicado, reafirmando que a atitude do STEC e dos bancários só pode ser o reforço da mobilização para a greve, o sindicato acusa a administração de, em sua defesa, alegar «tudo e mais alguma coisa, menos os factores que devem estar presentes numa negociação», sintetizados em três pontos:
- a inflação, que este ano vai em 3,1 por cento, com tendência para subir;
- os ganhos de produtividade e os elevados lucros da CGD em 2005;
- a aproximação dos salários dos trabalhadores aos que são praticados na UE.
Lembra ainda o STEC outras justas razões de descontentamento, como a pressão e as exigências sobre os trabalhadores das agências da CGD, para mais disponibilidade e horas extra sem registo nem pagamento; a falta de «uma política de pessoal transparente, equitativa e humanizada»; os cortes na remuneração da maioria dos trabalhadores, a contrastar com a grande disponibilidade financeira para remunerações, subsídios, viaturas, cartões de crédito e outras benesses, atribuídas aos altos quadros, e com os pagamentos principescos a empresas de consultadoria.
No final da semana passada, a empresa apresentou nas negociações uma proposta salarial com aumentos que não ultrapassam 1,75 por cento. De seguida, deu por esgotada a sua capacidade negocial e informou que os valores iriam ser aplicados por acto de gestão. O sindicato apontou esta «provocação aos trabalhadores» como «mais uma razão para lutar», sublinhando que, mesmo assim, a administração «quer manter as negociações para destruir o Acordo de Empresa e eliminar as carreiras».
Sem regras
Na proposta apresentada aos representantes dos trabalhadores e que o sindicato considerou logo «inaceitável», aponta-se para a eliminação de mais de 130 cláusulas, sobre matérias como a acção sindical, os direitos e deveres e o regulamento disciplinar, os grupos profissionais, níveis e funções, as transferências, as promoções, as férias e faltas. No que toca às carreiras, denunciou o SNTCT, a administração pretende diminuir os vencimentos nos níveis de entrada, permitir promoções apenas nos primeiros 5 anos de trabalho, aumentar a polivalência. Nos horários, um período de trabalho poderia ir até 6 horas consecutivas, um dia de trabalho poderia ir até 12 horas (com dois intervalos que não contariam como tempo de trabalho), o subsídio de trabalho nocturno só seria pago entre as 22 horas e as 5 da manhã, o sábado poderia passar a ser um dia normal de trabalho, passando a segunda folga (além do domingo) para um dia qualquer da semana.
Na segunda-feira, o sindicato respondeu a um comunicado que o conselho de administração mandou distribuir, procurando demonstrar os «bons» motivos por que quer destruir o AE. Desmontando os argumentos do CA, o SNTCT reafirma a gravidade das alterações pretendidas, volta a acusar a administração de não ser competente nem responsável, e alerta mais uma vez para as perigosas intenções que ameaçam o futuro do IOS (subsistema de cuidados de saúde e apoio social).
Sem argumentos
Depois do Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo CGD (STEC) ter convocado a greve de amanhã, a resposta da administração foi o rompimento das negociações, com a aplicação de 2,5 por cento sem acordo. Para o sindicato, esta foi uma decisão tomada para tentar desmobilizar os trabalhadores, já que os administradores têm «falta de argumentos válidos» e vêm com preocupação «a crescente indignação dos trabalhadores e as inúmeras manifestações de apoio à greve».
Em comunicado, reafirmando que a atitude do STEC e dos bancários só pode ser o reforço da mobilização para a greve, o sindicato acusa a administração de, em sua defesa, alegar «tudo e mais alguma coisa, menos os factores que devem estar presentes numa negociação», sintetizados em três pontos:
- a inflação, que este ano vai em 3,1 por cento, com tendência para subir;
- os ganhos de produtividade e os elevados lucros da CGD em 2005;
- a aproximação dos salários dos trabalhadores aos que são praticados na UE.
Lembra ainda o STEC outras justas razões de descontentamento, como a pressão e as exigências sobre os trabalhadores das agências da CGD, para mais disponibilidade e horas extra sem registo nem pagamento; a falta de «uma política de pessoal transparente, equitativa e humanizada»; os cortes na remuneração da maioria dos trabalhadores, a contrastar com a grande disponibilidade financeira para remunerações, subsídios, viaturas, cartões de crédito e outras benesses, atribuídas aos altos quadros, e com os pagamentos principescos a empresas de consultadoria.